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É já AMANHÃ: Dia Mundial do Animal

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Dia Mundial do Animal assinalado em desfile pelas ruas de Lisboa até ao Parlamento, na Marcha Nacional Por Uma Nova Lei de Protecção dos Animais

Pelos Animais, por favor NÃO FALTE – DIVULGUE e PARTICIPE!

É já amanhã – 4 de Outubro, Sábado, Dia Mundial do Animal – que várias das principais artérias de Lisboa serão palco da Marcha Nacional Por Um Código de Protecção dos Animais Moderno, Eficaz, Progressista e Justo e Pelo Fim dos Crimes Sem Castigo diariamente cometidos contra os animais em Portugal, que começará com uma concentração inicial às 15h em frente à Praça de Touros do Campo Pequeno, de onde arrancará o desfile de manifestantes até à Assembleia da República, onde, por volta das 20h, se dará a concentração final desta iniciativa.

Manifestantes vindos de todo o país (entre outras zonas do país, virão dos
distritos do Porto, de Coimbra, de Leiria, de Santarém e de Faro) marcharão
desde o Campo Pequeno até à Assembleia da República, reforçando a reclamação
dirigida ao órgão legislativo nacional e aos grupos parlamentares para que
seja finalmente aprovada e estabelecida uma nova lei de protecção dos
animais em Portugal, formulada como um Código de Protecção dos Animais, na
preparação e redacção do qual se pede aos grupos parlamentares que tenham em
plena consideração as propostas apresentadas no “Manifesto ANIMAL – Proposta
Orientadora para um Código Português de Protecção dos Animais”, documento
que a ANIMAL apresentou aos grupos parlamentares há aproximadamente um ano e
em defesa do qual tem vindo a fazer campanha e a ter reuniões com os grupos
parlamentares, para que ajam de acordo com o que neste documento é proposto
e reclamado (documento disponível na íntegra em

http://www.manifestoanimal.org/images/documentos/manifestoanimal.pdf).

Rita Silva, Vice-Presidente da ANIMAL, explica que “Nesta Marcha, cada
pessoa é convidada a trazer um cartaz que denuncie o caso de crueldade
contra animais que mais a impressione e que não consegue resolver recorrendo
às autoridades. Pretender-se-á ilustrar, neste sentido, o actual estado da
protecção dos animais em Portugal – a legislação vigente de protecção dos
animais é extraordinariamente dispersa, confusa, auto-contraditória e
inconsistente, além de ser excessivamente burocrática ao mesmo tempo que
vaga, quanto aos procedimentos e sanções e quanto às normas que estabelece,
sendo, além do mais, absolutamente permissiva e branda. Como se esse estado
de coisas não fosse suficientemente mau, a fiscalização e aplicação das
normas desta legislação não merecem qualquer atenção séria e concertada por
parte das autoridades policiais, municipais, administrativas e veterinárias
do país, que raramente respondem de forma eficaz e diligente às
participações de infracções que recebem, levando a que os animais de
Portugal, nas mais diversas áreas, se encontrem dramaticamente desprotegidos
e que os cidadãos que em defesa deles intervêm se vejam sem qualquer
hipótese real de poderem contar com a intervenção do Estado que está
prevista na lei”.

Segundo Miguel Moutinho, Presidente da ANIMAL, “esta Marcha marca o
princípio da segunda fase desta campanha. Agora, é tempo do Parlamento tomar
medidas, depois de ter tido este último ano para avaliar e reflectir sobre
esta situação e depois de, tanto o Presidente da Assembleia da República
quanto os líderes parlamentares, terem recebido muitos milhares de mensagens
de e-mail de pessoas de todo o país e de todo o mundo, que pediram ao
Parlamento que modernizasse, reforçasse e tornasse mais justa e eficaz a
legislação vigente de protecção dos animais em Portugal. No Dia Mundial do
Animal, marcaremos esta Marcha para lembrar ao Parlamento que é tempo de
tomar medidas, as medidas que não tem tomado de todo ao longo dos anos,
nomeadamente aprovando uma lei completa, específica, clara, restritiva,
desburocratizada e facilmente aplicável de protecção dos animais. A
sensivelmente um ano de eleições, é também importante mostrar que esta
questão tem grande importância política para os portugueses – que votarão
também de acordo com a resposta dos partidos a esta importante reclamação”.

A ANIMAL espera entregar ao Presidente da Assembleia da República, na semana
que se inicia depois do Dia Mundial do Animal, a Petição “Por Um Código de
Protecção dos Animais Moderno, Eficaz, Progressista e Justo”, subscrita já
pelo menos por 15.000 pessoas, que vem acrescentar mais um elemento de
pressão positiva vinda da sociedade civil sobre o Parlamento, para que dê
finalmente passos concretos, seguros e inequívocos no sentido de tornar
Portugal num país que protege os seus animais de forma activa, tal como os
portugueses querem que aconteça.

No inquérito nacional que a Metris Gfk, sob a coordenação do CIES do ISCTE,
realizou em Fevereiro e Março de 2007 sobre “Valores e Atitudes dos
Portugueses Face à Protecção dos Animais”, as respostas dos inquiridos
deixaram clara a maneira como a esmagadora maioria dos portugueses hoje
pensa acerca das principais questões relativas à protecção dos animais:

* À pergunta “Em que medida pensa que, em Portugal, os animais são
protegidos por lei?”, 65,8% dos portugueses pensa que os animais não são
“nada protegidos”, enquanto 21,3% pensa que os animais são “pouco
protegidos”;

* 50,5% dos portugueses pensa que seria “muito importante” ter uma
nova lei que protegesse todos os animais em Portugal e 39,7% pensa que esta
nova lei seria “importante”;

* 82,6% dos portugueses pensa que seria “urgente” ou “muito
urgente” obter esta nova lei;

* À pergunta “Em que medida considera que entidades públicas
deveriam ser responsáveis pela protecção dos animais?”, 68,8% dos
portugueses pensa que as câmaras municipais deveriam ser “muito”
responsáveis pela protecção dos animais, 73,7% pensa que as autoridades
veterinárias deveriam ser “muito” responsáveis pela protecção dos animais,
68,4% pensa que as polícias deveriam ser “muito” ou “algo” responsáveis pela protecção dos animais; 52,4% pensa que o Governo deveria ser “muito”
responsável pela protecção dos animais e 27,7% pensa que deve ser “algo”
responsável por esta tarefa; e 64,9% dos portugueses pensa que a Assembleia
da República deve ser “muito” ou “algo” responsável pela protecção dos
animais;




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