Resumindo a coisa, começámos mais ou menos dentro do horário previsto, com um atraso de 15 minutos e à medida que se iam finalizando os cabos, iam-se ligando mais convivas.
A início foi esquisito porque o som da sala do fundo não estava a chegar à mesa da sala maior até que se reparou que estava um cabo mal ligado.
Tendo ambas as salas ligadas e som a ser produzido na sala do fundo a brotar nas colunas a coisa começou a compor-se.
Por esta altura, tínhamos os projectores a funcionar também e a malta ficou mais descansada.
Quando já estava tudo encaminhado e os cabos prontos, o Tobi de Dies Natalis (que estava por lá) entusiasmou-se com a confusão/celebração e também quis dar uns toques e aproveitar o ambiente de boa disposição, tornando-se um interveniente não planeado da Hecatombe - algures nas gravações ouvem-se uns modestos acordes de guitarra.
E assim fomos, pela tarde a dentro, debitando som sobre som sobre som sobre som ao ponto de a determinada altura já andar som lá pelo meio que não se sabia quem o estava a fazer - eu continuo a achar que era o micro do Paulo - sendo que a resultante barreira sonora foi constante (em 5 horas devem ter havido uns 5 minutos de silêncio) apesar de nem sempre desagradavelmente agressiva para os ouvidos, arriscando até que estava agradável por vezes.
Os nossos vídeos, menos do que os planeados em resultado da ausência de codecs à última da hora, serviram para testar a capacidade de improvisação e adaptação do Francisco, que aliás, mexia pela primeira vez num misturador de video. Um grande bem haja a ele por isso!
Um bónus bem vindo surgiu com a contribuição do video do Tobi e com o projector da Maria João que, ligando por VGA, só da magenta e preto.
Pessoalmente, considero que a Hecatombe foi um sucesso porque conseguimos fazer aquilo a que nos tínhamos proposto gastando um mínimo de dinheiro - mínimo mesmo acreditem. Para mim, os objectivos estavam cumpridos quando dei por mim a fazer um cabo sem ferro de soldar (portanto a enrolar o cabo à volta dos conectores) enquanto os demais continuavam a assistir ou a intervir na Hecatombe. Este é que é o espírito da coisa.
Novamente agradeço aos meus amigos que se deslocaram de Lisboa até ao Porto, a expensas pessoais de transporte e alojamento, para participar no que foi sem dúvida um evento marcante e que se tudo correr bem, lançará material de reflexão sério sobre questões que nos afectam a todos enquanto público ou criadores.
5 horas de ruído afinal passam num instante.
Às 21 em ponto acabámos com o som e procedemos a uma rápida desmontagem do aparato para jantarmos e pormo-nos a andar para a Fábrica de Som.
E assim foi, mas a verdade é que a maioria das pessoas já estava tão cansada que manifestou a intenção de fazer o mínimo possível. Assim e sendo que a Hecatombe era o nosso evento e efectivamente faríamos dele o que quiséssemos, decidimos levar um projector, um leitor de minidisc e um leitor de mp3.
O encore decorreu com imensa tranquilidade, salvo as minhas esporádicas incursões no Gabber ou no Acid House, acabando por ser um final de noite em família - tirando aquelas 4 ou 6 pessoas que foram para à Fábrica de Som e rápidamente se vieram embora. E sim, só se pôs o minidisc a tocar misturando um ou outro mp3 ocasionalmente; usámos a sala de concertos onde também montámos o video.
Queremos agradecer quer à rapaziada da Casa Viva quer à da Fábrica de Som pela disponibilidade que demonstraram em acolher o nosso pouco ortodoxo evento.
A Hecatombe fez-se com o Francisco, o Pires, a Claudia (e um bocadinho o João), o Rodolfo, o Paulo e o Tobi,
(e com a Bárbara, a Benedita e a M João; sem o apoio logístico delas tinha sido mais complicado)
não se esqueçam que as gravações da coisa estão em www.hecatombe.info
Joined: 2008-05-27